A sala está cheia, todos os seus amigos e alguns recém conhecidos
estão lá. Comendo, falando alto, bebendo, gargalhando, dançando, te
puxando. Mas você não quer mais, sempre amou aquela agitação, só que
dessa vez não está ali.
O garoto está do outro lado da sala, numa cadeira ao lado da janela,
mexe no celular, fala com alguns, e entre um gole e outro para, e olha
fixamente para você. Apesar de isso lhe atrair, sua cabeça está tão
cheia que mal consegue responder ao olhar.
Você desiste da sala, entra no quarto, que está escuro. A única luz é
a que entra junto com o barulho pela porta entre aberta. Sentada olha
para os pequenos defeitos do piso de madeira. O quarto então se ilumina
mais, ele entrou e encostou a porta novamente. Ele vê você sentada na
beira da cama, seus olhos baixos, mexendo agora nas mil peças de roupa e
objetos espalhados, que não consegue coragem para arrumar.
Ele se aproxima, pega sua mão enquanto você levanta a cabeca com seu
olhar cansado. Um sorriso dele faz você abrir os olhos e se aproximar
levantando da cama. Ele puxa sua nuca delicadamente, e enconsta os
labios nos seus, você os sente macios e carinhosos, como não sentia há
tempos de alguém.
Mas quando abre os olhos volta a si e o afasta balançando a cabeça.
Enquanto você se vira de costas, ele se aproxima novamente e tampa seus ouvidos.
Agora o barulho da sala não existe mais, você sorri, se vira e diz: Olá! :)












